“Casamento é união de um homem com uma mulher”, diz presidente da Rússia

17 de Fevereiro de 2020 Fonte::

O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta quinta-feira (13) que não permitirá a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo enquanto estiver no poder e que o matrimônio deve permanecer uma união heterossexual. Além disso, ele apoiou a ideia de consagrar essa noção na Constituição do país.

“Casamento é uma união de um homem com uma mulher”, disse ele em uma reunião com um comitê nomeado pelo Kremlin para discutir novas emendas à Constituição russa.

“Essa é a ideia certa e deve ser apoiada. Precisamos apenas pensar em como formulá-la e onde”, observou, após a parlamentar conservadora Olga Batalina dizer que a Constituição da Rússia deve defender “os valores tradicionais da família”.

Ela alegou que a família está sendo atacada por tentativas de introduzir novos termos como “progenitor número um” e “progenitor número dois”.

“Isso não é fantasia, é realidade em alguns países”, disse Batalina, parlamentar do partido Rússia Unida, que fez lobby na Rússia pela proibição de adoções por estrangeiros e por uma lei contra “propaganda gay”, que na prática proíbe o ativismo LGBT no país.

“Sobre progenitor número um e progenitor número dois, eu já falei antes publicamente sobre isso e vou repetir de novo: enquanto eu for presidente, isso não acontecerá. Vai ser papai e mamãe”, disse Putin.

O presidente russo afirmou em janeiro que a Rússia precisa de mudanças na Constituição promulgada em 1993 e nomeou um comitê com dezenas de legisladores e celebridades para apresentar ideias.

Na reunião televisionada na quinta-feira, os membros do grêmio propuseram colocar na Constituição frases sobre a Rússia ser um “Estado de paz” para a humanidade e um país que venceu a Segunda Guerra Mundial, entre uma enorme variedade de outras ideias.

Membro do comitê, Yelena Isinbayeva, que detém o recorde mundial no salto com vara, admitiu que nunca havia lido a Constituição antes de ser chamada por Putin para se juntar ao grupo. “Obrigada pela oportunidade, finalmente li a Constituição. Antes não havia necessidade. Agora entendo que é um livro muito importante”, disse a atleta.


Fonte:Deutsche Welle

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